terça-feira, setembro 18, 2012

"Os dias passam horas se estendem". Parágrafos escritos, parágrafos apagados. Necessidade de escrever pensando na ponta dos dedos não importa o sentido nem assunto nem concatenação nem nada. E se fosse pra Buenos Aires, Caraíva, São Francisco Xavier. Bem sei o que todos esses lugares têm em comum quando eu estiver em algum deles. E em outros. E tudo vai seguindo e o texto evoluindo ainda que o que eu queira dizer ainda não seja conhecido por mim, mas sei que tem algo e já já esse algo sai e se não sair eu vou dormir e amanhã esqueço, tudo é esquecível, no final das contas. Mensagens soltas mas diretas não são respondidas. O que me segura? O que não me faz deslanchar? O que me prende nessa poltrona, nesse estado de coisas? É de bom tom abrir assim, num post público? Dane-se. Há dias e dias. E hoje o dia é esse. Eu bem sei o que todos os lugares têm em comum. Revelando São Paulo. "Não existe amor em Ésse Pê". Nem tampouco em Ésse Pê de Pê, não existe amor não. Revelando São Paulo, Criolo, Marley Project, eu bem sei o que esses eventos vão ter em comum. Se eu fecho os olhos eu sinto o vento vindo do ventilador, ouço barulho dele e da geladeira ao fundo e à esquerda. Algum carro eventual. Se eu abro vejo a cortina tremular leve, sinto o contato do corpo com a poltrona, a extensão e a almofada do note. Sinto o cheiro ainda da tinta, bem pouca, ainda o gosto dos biscoitos de agora pouco. Se eu olho pra trás, ou vejo a parede ou vejo saudade. Se eu olho pra frente, eu não quero dizer o que vejo. Até porque eu sei que o que vejo agora não vai ser o que verei amanhã cedo, nem amanhã à tarde. Não quero dizer e pronto. Consigo implicar com praticamente todos. Enjoei de saber os cotidianos das pessoas conhecidas. Enjoei de muita coisa. Muita coisa. Esse não é um bom texto para ser publicado. Sem valor literário algum, sem a menor utilidade, exposição gratuita de momentos enfastiados, quem ganha com isso? Ensaio pequenos saltos, escondo desse blog, não misturo as coisas. Dias depois, olho pro resultado dos pequenos saltos e a vontade é apenas uma: deletar. Eu me devo um texto decente. Escrevo e paro com tudo isso aqui, que já deu o que tinha que dar. 

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