quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Agora já não sei se é o Robert Happé ou o Eckhart Tolle, talvez ambos, que dizem que somos quem somos. Não quem pensamos que somos, nem quem pensam os outros que somos. Não sei quem disse também, talvez eu mesmo tenha dito (todo mundo já disse tudo, então pouco importa) que tudo é interpretação. Meu lado Cambará Cavazzanni, talvez, irrompa em ira quando leio com mágoa que é uma pena não ser como alguém acha que sou. Vontade de chutar lata a exclamar: petulante! Mas em dias assim, em que a energia vai lá pra baixo de zero e me foco na dissertação finalmente terminada (resta agora poucos burilamentos) e que, normalmente, eu mendigaria compreensão, eu apenas deixo os braços caírem ao lado do corpo, eles que estavam gesticulando mudamente e penso: deixa... Pode pensar o que quiser de mim. 
Dessa vez eu vou segurar a bronca, todas as broncas, sozinho. 
Não vou abrir brechas pras coisas ruins que saem de mim (e eu romântica e parvamente imaginava que viessem até mim). 
A dissertação terminada é um terço que vou levar escondido no bolso, como meu agnóstico e assumidamente contraditório pai. 
Superação é a ordem do dia. Que tomo como o tônico do pica-pau, porque não combina comigo acordar verdinho, afinal de contas.
Ainda não dá pra levar pra todos os setores da vida. E esse não é, definitivamente o tom que queria dar à resposta a tudo que acabei de ler. Mas, como se diz, é o que tem pra hoje.
Avante.

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