sábado, fevereiro 18, 2012

Para o cérebro não explodir...

...um eletrônico cérebro. No dia em que se acordou duas vezes, a primeira em sonho (e tudo parecia assustadoramente real) e se estava com a boca com cápsulas negras e visguentas, e se ia jogando uma a uma daquelas cápsulas na mão em concha e se acendeu o abajur, se correu até a janela, já com a mão cheia das cápsulas, que foram colocadas na base da janela e se estourou uma e saiu um líquido igualmente negro e daí se acordou num pulo. No dia em que não se conseguiu sair da cama no período de duas horas, em que se veio para o computador, na tela do word, os prazos ao lado, no dia em que tão pouco se produziu, em que tanto e tanto e tanto se pensou, de maneira confusa, entrecortada, convulsiva, no dia em que finalmente o sol se pôs e com ele se decantou pouco a pouco a angústia toda, no dia em que tudo isso aconteceu, pisou-se no sesc pompeia. E de cara deu-se de cara com Andre Abujamra comendo pipoca. Não se reconheceu o Andre Abujamra de imediato, daí pensou-se em voltar e dar oi, mas que oi, o cara não te conhece, cabra, e foi-se em direção à bilheteria e à ficharia das cervejas. Duas cervejas e um showzaço fizeram voltar-me ao eixo, eu que aliado sou. 
E às tantas explicou-se a pipoca do Abu, conforme os convidados fossem subindo ao palco e as pessoas subindo como os astronautas e o nível de stress e descontentamento descendo como... os astronautas.
E muito mais pra falar, e menos vontade de dizer, melhor deixar passar, fingir que não aconteceu o dia de ontem. Pulei de quarta para sexta, pronto e acabou.

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