domingo, setembro 05, 2010

"Onde as ruas não têm nome", eu fincarei minha bandeira. Não para me fazer dono, mas para que todos aqueles que vierem saibam que eu simplesmente escolhi pertencer àquele lugar, onde as ruas não têm nome. Não me preocuparei com a solidão. Minha bandeira será branca, pois no branco da bandeira estarão contidos os símbolos magníficos que me fazem a cabeça e me compõem a história. E assim será. Eu chegarei ao lugar, onde as ruas não têm nome, e construirei com as minhas próprias mãos a minha morada. Ela vai me proteger do frio, do calor, da chuva, dos animais. Haverá água perto da minha morada, abundante e calma. Lá estarão os peixes que me alimentarão, onde as ruas não têm nome. As árvores me darão os frutos e a sombra e abrigarão os pássaros que compartilharão comigo a minha nova existência. Nesse lugar, eu me afastarei dos sentimentos ruins que percebo em algumas das pessoas com quem tenho que conviver. Levarei comigo a lembrança dos sentimentos bons de todas as outras cuja companhia me é essencial. Onde as ruas não têm nome eu me certificarei finalmente de que tudo o que está acima está embaixo e tudo que está embaixo está em cima. Haverá, para ilustrar isso, uma providencial caverna, bem próxima à minha morada, onde acenderei umas Luzes. Lá estarei seguro, onde as ruas não têm nome. A minha serenidade permitirá receber muitos ensinamentos, que pretenderei transmitir, assim que chegarem as demais pessoas. E dentre todas elas, eu saberei, com uma convicção alegre e despreocupada, que é você, você a pessoa com quem compartilharei os dias que virão. Lá, onde as ruas não têm nome. Lá, bem no interior de mim.

4 Comments:

Blogger Madureira said...

Até porque, it's all i can do.

11:23 PM  
Anonymous Anônimo said...

i go there with you, best friend.
(apesar de ainda estar BRABA com vc)

10:51 PM  
Blogger AdriB. said...

Vivo?

6:57 PM  
Blogger Madureira said...

Claro!

11:52 PM  

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