segunda-feira, julho 26, 2010

Não se impressione não
Com a felicidade com que os outros me descrevam pra vc
Com a leveza, o tirocínio, largo sorriso no rosto, variedade de programas e pessoas
Isso tudo que mostro aos outros, inclusive o que me no espelho espia
Para modo de me proteger de mim mesmo.
Não vá concordando que talvez seja mesmo plausível
Que esteja tudo tudo tudo bem comigo
Isso não seria mesmo verossímil
De todas as formas, é como me apresento nas fotografias e murais
Para fugir desses iguais
E se eu desse métrica e ritmo e rima a esses dias de sol frio
Talvez eu me presenteasse com um vaso de flores de veludo
Ou então um samba triste.
Retiro da embalagens chicletes
Mas ao levá-los à boca são já saudades.
Então nem precisava te dizer, pois já sabe
Que toda essa parafernália não é crível.
É impossível.
Não sou eu.

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